Navegação
O principal diferenciador entre a navegação no print design e a navegação no web design é a interactividade. O design é impresso num suporte estático, enquanto a web permite gerar animação.
A navegação num suporte impresso é mais previsível, enquanto num website a estratégia de navegação é mais idiossincrática, até porque a WWW se baseia na associação de páginas (e respectiva informação) através de links.
Um livro, por exemplo, organiza-se de acordo com uma estrutura de navegação linear, em que existem uma paginação e uma ordem sequencial de leitura relativamente rígidas. As potenciais quebras neste regime são fornecidas pelos índices que, numa formulação alternativa, funcionam como links para zonas específicas do texto. Um índice onomástico será, nessa linha de pensamento, a fórmula mais aproximada às hiperligações da Internet.
A organização de um website pode estar sujeita a várias tipologias, e muito raramente se prevê a sua consulta "de fio a pavio", numa leitura sequencial linear. O visitante nem sempre entra pela homepage do site, e é com frequência um motor de busca que o conduz a uma página interior e a uma zona específica. Dentro de cada página, e apesar das tendências gerais de leitura visual, a variedade de links pode exercer diferentes níveis de interesse sobre leitores diversos, conduzindo-os para zonas distintas do site.
Devido à possibilidade de dispersão do utilizador no meio do manancial de informação que a Internet lhe proporciona, uma estrutura de navegação na web deve ser mantida o mais simples e intuitiva possível, sem ser simplória. O print design, por estar assente num suporte estático e intrinsecamente previsível, permite um jogo mais arrojado com os elementos gráficos.
É muito mais fácil um utilizador perder-se num website do que num suporte impresso. Como tal, torna-se necessário recorrer a alguma redundância em elementos-chave que lhe sirvam de referência. São exemplos o menu principal, os contactos, títulos e subtítulos de secção.
A Internet vive da interactividade e como tal devem evitar-se os "becos sem saída", páginas sem hiperligações. Por isso e porque se trata de um ambiente em constante actualização, os "dead links" aumentam de facto o índice de mortalidade de um site, pelo que se recomenda uma revisão frequente dos conteúdos e hiperligações das páginas. Num documento impresso a desactualização dos conteúdos é uma característica inevitável, porque uma vez impresso o conteúdo não pode ser alterado senão através de uma nova edição e impressão.
Finalmente, há que ter em conta que quando lemos uma revista, é apenas essa e não outras que seguramos nas mãos. Quando navegamos na web é raro permanecermos um período de tempo equivalente num único site porque o apelo irresistível para seguirmos um link de saída está a apenas a um clique de distância.

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